Bolsa Verde: Bolívia tem novas educadoras

Bolsa Verde: Bolívia tem novas educadoras

A Cleisse Andrade (à direita na foto superior), Diretora Executiva da Lifewords Brasil, esteve recentemente na Bolívia para supervisionar uma nova capacitação com a Bolsa Verde. Ela retornou ao Brasil com o coração grato a Deus pelo avanço do Projeto Calçada nesse país vizinho.

A diretora nos conta que “durante quatro dias seis mulheres da Iglesia Universitaria em Santa Cruz de la Sierra, que amam as crianças, aprenderam a usar a Bolsa Verde para ouvir suas dores e promover alívio aos seus corações através das histórias bíblicas. Foram dias intensos, mas cheios de aprendizado, compartilhamentos e milagres.”.

“A Fundación Danielito atende a 700 crianças e adolescentes em vulnerabilidade e agora, com essa nova ferramenta de transformação, poderá fortalecê-las emocional e espiritualmente”, concluiu.

Nesta capacitação, Goretty Jora (à esquerda na foto superior), boliviana de Cochabamba, completou o curso e agora é uma Multiplicadora do Projeto Calçada. Ela testemunhou:

“Sou muito grata ao Senhor e ao Projeto Calçada por ser parte deste lindo ministério. Deus é bom!”.

As novas educadoras também estão entusiasmadas por fazerem parte desta grande rede de proteção e cuidado de crianças de adolescentes.

“Deus mudou minha visão e forma de ver que há tanto o que fazer e sou parte dessa oportunidade de levar cura e restauração aos corações com a Bolsa Verde. Termino a capacitação vendo com as lentes de Deus.” –  Adela

“Ao concluir essa capacitação para o uso da Bolsa Verde sinto que tenho agora algo de muito valor para oferecer às crianças e adolescentes, que é a Palavra de Deus. Assim como a ostra guarda uma pérola preciosa dentro de si, carrego nos meus ombros essa preciosa Bolsa Verde.” – Yoselin

Você que ainda não passou por uma capacitação da Bolsa Verde, faça isso agora. Temos novas turmas online. Confira o cronograma AQUI.

Esta conquista também é fruto das suas orações e ofertas. Invista em nossas ações. Clique AQUI e saiba como.

Maio laranja: este desafio também é seu

Maio laranja: este desafio também é seu

Maio é o mês de combate ao abuso e à exploração sexual infantil no Brasil; um dos nossos maiores desafios. Em 24 anos de existência, o Projeto Calçada já conversou com milhares de crianças e adolescentes em vários pontos do mundo. Muito do que ouvimos nos entristeceu, mas também nos encheu de força e coragem de “chorar com os que choram” e, principalmente, tomar atitudes que eles não são capazes de tomar. Aconselhamos e denunciamos.

Por isso, precisamos de mais parceiros dispostos a serem defensores de meninos e meninas que muitas vezes não têm com quem contar.

Ao longo de todo este mês compartilharemos em nossas redes sociais conteúdos com informações e orientações sobre como você pode ajudar a combater o abuso e a exploração sexual de meninos e meninas.

No dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, faremos uma live especial sobre o tema. Convidados especiais, comprometidos com nossas ações, falarão sobre danos psicológicos causados pelo abuso sexual; as melhores formas de tratarmos crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual; atitudes de prevenção; redes de apoio às vítimas entre outros conteúdos essenciais ao cuidado e proteção infantojuvenil

Como surgiu a data

A criação do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituída pela Lei nº 9.970 em 17 de maio de 2000. A data é dedicada à memória de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, uma menina de 8 anos que, em 18 de maio de 1973, no estado do Espírito Santo, foi sequestrada, vítima de diversas formas de violência e, posteriormente, morta por seus sequestradores. Seu corpo foi encontrado seis dias depois, e os responsáveis pelo crime não foram punidos até os dias atuais.

Seu apoio ao Maio Laranja é fundamental para evitar que histórias como a da Araceli se repitam. Compartilhe nossos conteúdos com a sua igreja ou organização, familiares e amigos.

Vamos juntos mobilizar a sociedade brasileira para combater a violação dos direitos infantojuvenis.

Denuncie

E, lembre-se, caso suspeite ou tenha conhecimento de alguma criança ou adolescente que está sofrendo violência, denuncie ao Conselho Tutelar da sua cidade ou ao Disque 100. Em casos mais urgentes, chame a Polícia Militar: 190.

EX-CACIQUE USA O BOLSA VERDE PARA ACONSELHAR CRIANÇAS INDÍGENAS

EX-CACIQUE USA O BOLSA VERDE PARA ACONSELHAR CRIANÇAS INDÍGENAS

Neste 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, lembramos que é cada vez mais necessário o trabalho de proteção e cuidado de crianças nas aldeias.

Um documento produzido pelo Núcleo Ciência Pela Infância, no período de 2018 a 2022, revela que a taxa de mortalidade das crianças de até 4 anos entre indígenas no Brasil é mais que o dobro daquela registrada entre o restante da população infantil do país.

Em 2023, capacitamos o Jaime (à esquerda da foto), um ex-cacique, para usar o aplicativo Bolsa Verde em sua aldeia. Nesta imagem, ele aparece acompanhado pelo nosso multiplicador Hélito (à direita). Jaime é missionário nativo e atua na aldeia de Kacuri, uma comunidade ribeirinha localizada no alto rio Purus na região de Pauiní, no sul do Amazonas. Ele auxilia na plantação de uma igreja na região e tem multiplicado as ações para que crianças e adolescentes indígenas sejam devidamente aconselhados.

O missionário chega a ficar até 15 dias na aldeia, incomunicável, promovendo iniciativas que ajudarão a mudar a realidade dos povos indígenas.

Você também pode fazer a sua parte. Seja orando, ofertando ou se capacitando para ir, envolva-se com nossas ações. Ajude a restaurar a autoestima, também, das crianças indígenas.

AMOR EM AÇÃO – calçada INSPIRA TEMA DE TCC

AMOR EM AÇÃO – calçada INSPIRA TEMA DE TCC

A partir de hoje (06) você vai acompanhar uma série de testemunhos de pessoas que, de alguma forma, tem se envolvido com o Projeto Calçada, na luta por levar cuidado e proteção a crianças e adolescentes no Brasil e nos demais países da América Latina.
A série AMOR EM AÇÃO apresenta áudios, vídeos e artigos com relatos de muito amor, entrega e compaixão que prometem inspirar outras pessoas a também se envolverem com nossas iniciativas.

Neste primeiro episódio, você confere o relato da diaconisa Nilsa, que está concluindo um TCC sobre o Projeto Calçada.

Nilza Medeiros Pinto é diaconisa da Igreja Batista de Itacuruçá, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá, ela é responsável por ministérios nas áreas de recepção e eventos, além de ser a relatora de uma comissão jurídica. Mas foi na Primeira Igreja Batista de Alcântara, em São Gonçalo/RJ, que se converteu. Em 2025, Nilza completará 50 anos de batismo.

Casada há 35 anos com o Fernando, com quem teve 2 filhos e um neto, ela fez sua primeira faculdade no Instituto Batista de Educação Religiosa (Iber), que atualmente se chama Ciem. Após sua formação em Educação Religiosa, a Nilza cursou Arquivologia na Unirio. Posteriormente, ela cursou a faculdade de Direito, na Cândido Mendes. Logo depois, cursou Pós-Graduação e Mestrado em Engenharia Ambiental na Universidade Federal de Ouro Preto/MG.

Neste mês de março, Nilza conclui outra Pós-Gradução, desta vez sobre Desenvolvimento e Liderança, que é subsidiada pelo Lions Clube do Brasil. E é sobre o tema do seu TCC que a Nilza conversou com nossa equipe de Comunicação. Ela escolheu falar sobre “A Mulher na Liderança e o Terceiro Setor” e se inspirou no Projeto Calçada, o qual conhece desde a sua fundação aqui no Brasil, em 2000.

Ouça AQUI esta história e inspire-se a se envolver cada vez mais com nossas iniciativas.

testemunhos de vidas transformadas

testemunhos de vidas transformadas

A metodologia de aconselhamento do Projeto Calçada já alcançou mais de 101 mil crianças e adolescentes ao longo dos últimos 24 anos. São frequentes os relatos de educadores e líderes de organizações parceiras sobre os impactos de nossas iniciativas na vida daqueles que, direta ou indiretamente, tiveram sua autoestima ameaçada ou mesmo destruída. Confira a seguir alguns desses testemunhos e seja você o (a) próximo (a) a seguir junto conosco nesta missão de transformação de vidas.

“Amo ser parte do projeto Lifewords, uma parceria que agrega muito no nosso projeto, Reviva Sertão. Acho muito boa a relação com a liderança. De fácil acesso e suprindo todos as questões possíveis.” – Distrito Luz

“Nos sentimos abençoados com essa parceria. Somos gratos por tamanha contribuição na vida de nossas crianças. Obrigado a está equipe maravilhosa. Deus os abençoe e recompense.” – Associação Comunitária Ebenézer

“Tínhamos um menino que sempre foi muito tímido e retraído. Hoje ele tem se mostrado muito animado, mais espontâneo e carinhoso. O que mais ficou visível nele foi o impacto na autoestima. Nós da equipe, entre os educadores, percebemos a noção de pertencimento que a aplicação do Bolsa Verde gerou nas crianças. O acolhimento através desta iniciativa afeta diretamente na redução de faltas das crianças na escolinha. Após o aconselhamento, elas estão mais interativas e carinhosas.” – Casa Cruzeiro

“A melhora no relacionamento foi uma mudança que chamou a minha atenção, pois as crianças que participaram dele, algumas com problemas familiares que acabavam afetando o relacionamento interpessoal, mudaram com os colegas. Elas também estão muito mais participativas. Isso trouxe uma visão diferente do trabalho do Bolsa Verde e a sua importância para o crescimento saudável da criança.” – Bom Samaritano

“Após o aconselhamento, foi perceptível a mudança de comportamento em uma criança que apresentava agressividade, dificuldade de relacionamento com os demais, desânimo… Após o atendimento, essa criança apresenta alegria no olhar, tem autoestima elevada, se relaciona melhor, com respeito e amor. Ela aceitou a Jesus, foi batizada. Enfim, foi algo extraordinário para nós. O que mais impactou a equipe foi a mudança no comportamento das crianças, que gerou afetividade e mais respeito no falar.” – Projeto Reintegrar

“Penso que o Projeto Calçada é um ministério muito impactante na vida das pessoas que são alcançadas. Queremos continuar neste ano de 2024 com uma atuação ainda maior.” – Rebusca.

“J. é um menino que deixou a escola no ano passado, por ter concluído o curso. Fiz alguns aconselhamentos com ele porque tinha a autoestima muito baixa, estava sempre se escondendo debaixo do boné. Esse menino não se relacionava com ninguém. Hoje encontrei J. na rua, ele caminhava na companhia de outra ex-aluna, e estava sorrindo. Ele me cumprimentou com alegria. Comentei com outros colegas sobre a mudança que Deus fez na vida de J., como Deus o libertou.” – Chile

“A mudança é notória na vida de uma das crianças aconselhadas com a Bolsa Verde. Ela está muito mais sociável e tem apoiado os professores da EBD na classe de crianças menores.” – Bolívia

“Elsia (pseudônimo por questão de segurança) tem 13 anos e há algum tempo sofre com o bullying em sua escola. As dores no seu coração são tão profundas que ela tem se automutilado para buscar alívio. O aconselhamento com o Bolsa Verde ajudou-a a compartilhar o que estava guardado no seu coração. Depois de aconselhada, ela não se cortou mais. Sua família percebeu mudanças em seu comportamento, que antes era muito introvertido. Nossa organização segue acompanhando essa adolescente.” – El Salvador

“Jaime (pseudônimo por questão de segurança) não para a escola há mais de uma semana, devido à situação que vivia. E mesmo quando comparecia às aulas, não fazia as atividades. Sua mãe contou que após o aconselhamento com o Bolsa Verde, esse menino tomou a decisão de continuar com os estudos, porque isso agrada a Deus, e também disse que deve ser melhor a cada dia em todos os aspectos de sua vida. A mãe do Jaime não frequentava as atividades da igreja, mas ultimamente tem sido participativa e já está sendo discipulada e cuidada pessoalmente pela liderança da igreja.” – Venezuela

Como aplicar o Bolsa Verde
Para aconselhar com o aplicativo Bolsa Verde, os interessados (as) participa de uma capacitação presencial ou online. Eles aprendem a desenvolver uma conversa pessoal, lúdica e transformadora, respeitando a individualidade e fase de desenvolvimento das crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Esta ferramenta é desenvolvida para trabalhadores sociais, professores, psicólogos, assistentes sociais, líderes religiosos ou outro (a) profissional recomendado (a) por uma organização parceira. Mais informações sobre o Bolsa Verde você encontra AQUI.

UNICEF: apreensões de crianças e adolescentes sem flagrante devem ser interrompidas

UNICEF: apreensões de crianças e adolescentes sem flagrante devem ser interrompidas

Como uma organização que preza pela proteção de crianças e adolescentes, nós do Projeto Calçada acreditamos que todos os menores devem ser tratados com dignidade e respeito. Temos em nossa Política de Proteção a Crianças e Adolescentes diretrizes de boas práticas a serem seguidas por todos os envolvidos, e que previnem e lidam com todas as formas possíveis de violência contra eles: desde medidas de sensibilização até medidas de proteção, para mantê-los longe do perigo. Por isso, comemoramos a decisão do UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância – de pedir às autoridades brasileiras responsáveis que interrompam apreensões de crianças e adolescentes sem flagrante no país e assegurem integralmente os direitos de meninas e meninos.

No início de janeiro, O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal um pedido para restabelecer a proibição da apreensão de menores, exceto em casos de flagrante, nas praias do Rio de Janeiro.

A medida havia sido suspensa em dezembro de 2023 pelo TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), que vetou a proibição desse tipo de apreensão durante a Operação Verão.

O UNICEF alerta que a medida atinge em especial crianças e adolescentes negros das periferias de grandes centros urbanos. A nota do Fundo diz que a apreensão de menores, sem flagrante, “viola expressamente direitos fundamentais de meninas e meninos garantidos pela Convenção sobre os Direitos da Criança (CRC), pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição Federal de 1988”.

O Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 230, estabelece que, no Brasil, é crime “privar a criança ou o adolescente de sua liberdade, procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente”. Seguindo na mesma linha, a Constituição brasileira assegura, nos seus artigos 5 e 227, a proteção integral da criança e do adolescente e seu direito à liberdade, enquanto pessoas em desenvolvimento.

Já o artigo 37 da Convenção sobre os Direitos da Criança, que foi ratificada por 196 países, entre eles o Brasil, indica que os países devem garantir que nenhuma criança e nenhum adolescente “seja privado de sua liberdade de forma ilegal ou arbitrária”.

Caminhos para a segurança pública
O UNICEF diz que o debate sobre segurança pública no Brasil precisa alcançar governos, polícias, sociedade civil e os próprios adolescentes e jovens, definindo “soluções baseadas em evidências e voltadas à prevenção e à resposta às diferentes formas de violência e à garantia de cidades mais seguras e inclusivas para todos”.