O Impacto da Desnutrição no Desenvolvimento Infantil

O Impacto da Desnutrição no Desenvolvimento Infantil

A desnutrição infantil é um problema grave que afeta milhões de crianças em todo o mundo, ocorrendo quando a criança não recebe nutrientes essenciais, como proteínas, vitaminas e minerais, em quantidades adequadas. Esse déficit não afeta apenas o crescimento visível, mas provoca alterações profundas no organismo, comprometendo o desenvolvimento infantil de maneira irreversível.

Desnutrição e Crescimento Celular

As células em crescimento, especialmente no cérebro, músculos e ossos, dependem de uma quantidade adequada de nutrientes para se multiplicarem e funcionarem corretamente. A falta desses nutrientes pode levar ao atraso no crescimento físico e à redução do tamanho dos órgãos, comprometendo a formação do sistema nervoso e muscular.

Desnutrição e o Sistema Nervoso

O desenvolvimento cerebral é extremamente dependente de nutrientes como ácidos graxos essenciais, ferro e iodo. A deficiência desses nutrientes durante a infância pode levar a alterações na mielinização dos neurônios, afetando a transmissão dos impulsos nervosos. Isso pode resultar em dificuldades de aprendizagem, problemas de memória e alterações comportamentais.

Desnutrição e o Sistema Musculoesquelético

O crescimento e fortalecimento dos ossos e músculos requerem uma dieta rica em proteínas, cálcio e vitamina D. A falta desses nutrientes pode causar fragilidade óssea, aumento do risco de fraturas e atrofia muscular. Além disso, a desnutrição crônica pode levar ao nanismo nutricional, uma condição em que a criança não atinge a altura potencial esperada para sua idade.

Desnutrição e o Sistema Imunológico

A deficiência de vitaminas e minerais essenciais, como zinco, vitamina A e vitamina C, enfraquece o sistema imunológico da criança. Isso a torna mais suscetível a infecções comuns, como diarreia e infecções respiratórias, que podem se tornar graves e recorrentes.

Desnutrição e Metabolismo

O metabolismo infantil é altamente demandante, necessitando de energia constante para sustentar o crescimento. A desnutrição leva ao comprometimento metabólico, reduzindo a taxa de crescimento e alterando a absorção de nutrientes. Isso cria um ciclo vicioso onde a criança, por estar desnutrida, tem mais dificuldade em absorver os nutrientes necessários para sair desse estado.

Entender os impactos fisiológicos da desnutrição é fundamental para combater esse problema de forma eficaz. A nutrição adequada é a base para um desenvolvimento saudável, garantindo que nossas crianças possam crescer fortes, inteligentes e saudáveis.

DICAS

  1. Ofereça uma Alimentação Variada

Inclua uma ampla variedade de alimentos no prato da criança, como frutas, legumes, grãos integrais, proteínas magras e laticínios. Isso garante que ela receba todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento.

  1. Priorize Alimentos Naturais e Evite Processados

Alimentos frescos e naturais são ricos em nutrientes essenciais e possuem menos aditivos, açúcares e gorduras saturadas. Evite ao máximo alimentos ultraprocessados, que têm baixo valor nutricional.

  1. Estabeleça Horários Regulares para as Refeições

Manter uma rotina alimentar com horários fixos para as refeições e lanches ajuda a regular o apetite da criança e evita o consumo excessivo de alimentos menos saudáveis.

  1. Incentive a Ingestão de Água

A água é essencial para a hidratação e o bom funcionamento do organismo. Ensine a criança a preferir água ao invés de bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados.

  1. Envolva a Criança na Preparação das Refeições

Incluir a criança no preparo das refeições pode torná-la mais interessada em experimentar novos alimentos. Além disso, ela aprende sobre a importância de uma alimentação saudável desde cedo.

*Autora: Driely Martins – Nutricionista. Especialista em Nutrição Clínica Funcional e Fitoterapia Funcional; Aprimoramento em Saúde da Mulher e Fertilidade, Doenças Autoimunes e Desordens Gastrointestinais.

Dia Mundial Contra Agressão Infantil

Dia Mundial Contra Agressão Infantil

A agressão não educa — a disciplina com amor, sim!

Primeiro, uma constatação de fatos:

O número de denúncias de agressões onde crianças e adolescentes são as vítimas é assustador. Até o final do primeiro semestre de 2023 já eram 97.341 denúncias.

A subnotificação desse tipo de violência é uma realidade. Quantas crianças sofrem violência sem que isso resulte em denúncia?

80% das agressões sofridas pelas crianças se dão no entorno familiar.

Muitas famílias tementes a Deus acreditam que “usar a vara” é mandamento bíblico.

Segundo, ouçamos a voz do sábio entre nós:

Trazemos à memória uma reflexão escrita por Zenon Lotufo Junior, filósofo, teólogo e educador cristão, sobre a tarefa de educar nossos filhos, com amor e sem maus tratos.

“Eu repreendo e disciplino a quantos amo” (Ap. 3.19)

A questão da disciplina tem sido objeto de confusão no meio evangélico. Há muitos irmãos que acreditam que disciplinar é sinônimo de castigar e que esse castigo deve ser físico e ainda, para ser fiel à Bíblia, com o uso de uma vara. Um exame mais atento dos textos bíblicos, no entanto, não justifica essa posição. A palavra disciplina, tanto em nossa língua quanto nos originais hebraico e grego, significa primeiramente educação. Tem a mesma origem que “discipular”. Para mim é motivo de tristeza pensar em quantas crianças são espancadas com varas e outros objetos por pais, que pensam estar sendo obedientes a Deus ao usarem técnicas educativas. A base destas técnicas, na realidade, está em uma psicologia — o chamado behaviorismo — que vê o ser humano como um simples animal, destituído de qualquer aspecto espiritual.

A bem da verdade, uma de minhas filhas, que se especializou em adestramento de animais, já me disse que nem com eles se utilizam, hoje em dia, castigos físicos. Há formas bem mais eficazes de conseguir obediência.

Mais ainda, todos quantos estão conscientes das terríveis consequências que o medo acarreta para a personalidade de uma pessoa pensariam muitas vezes antes de utilizá-lo para obter submissão.

Toda e qualquer forma de educação é também uma forma de disciplina; disciplinamos por palavras, por exemplos, pela atenção, pela compreensão, pela aceitação, pelo carinho e, eventualmente, também por castigos. Estes, aliás, são tanto menos necessários quanto mais existam os outros elementos citados.

Tudo isso não quer dizer que devamos ser permissivos ou excessivamente tolerantes. É preciso levar em conta que toda criança precisa crescer conhecendo limites, sendo orientada sobre o que é certo e o que é errado. Sem isso não desenvolverá a segurança interior que, em grande parte, é resultado da interiorização das atitudes dos pais para com ela — atitudes que precisam incluir firmeza amorosa.

Para aplicar adequadamente qualquer forma de disciplina, precisamos considerar um fato óbvio: nenhuma criança se comportará “mal” se não estiver infeliz. Coloquei entre aspas esse “mal” porque muito do que chamamos de mau comportamento infantil não passa de expressão legítima de sua própria natureza. Fazer barulho, mostrar-se irrequieta, não querer fazer tarefas escolares (ou outras coisas que ela considera, com toda a justiça, aborrecidas) podem contrariar os pais e podem ser objeto de disciplina amorosa, mas é fundamental que os educadores reconheçam — e o expressem — que a criança tem todo o direito de agir assim, de querer ou não querer o que quer ou não quer. Reconhecer preliminarmente esse direito diminui nossa eventual irritação e dizê-lo à criança torna mais fácil obter sua cooperação.

São bastante variadas as causas da infelicidade infantil, infelicidade essa que leva a criança a desenvolver comportamentos indesejáveis. Antes de tentar modificar esses comportamentos por meio de punições é necessário entender a mensagem que eles encerram. Muito frequentemente, compreender essa mensagem e atender às carências que a criança está expressando por suas atitudes torna desnecessária qualquer outra medida.

É importante conhecer algumas das causas do mau comportamento infantil: a criança não sabe o que é certo, não tem informações, não tem maturidade, está infeliz, se sente rejeitada ou insegura, está sendo desrespeitada, está refletindo o estado emocional do educador (ou educadores). Levando isso em conta, considere como chega a ser revoltante pensar que uma criança pequena pode estar sendo castigada porque, por seus maus modos, está tão-somente suplicando atenção, carinho, asseguramento do amor dos pais ou de quem a educa. (Zenon Lotufo Jr)

Terceiro, façamos um autoexame:

Abster-me do controle dentro do meu lar e nos meus relacionamentos é difícil para mim?

Meus filhos se sentem presos numa eterna disputa por poder entre eu e eles, onde tento exercer autoridade, custe o que custar?

Como será o meu relacionamento com eles quando eu começar a perder as minhas forças e eles se tornarem mais fortes que eu?

Que todas as nossas atitudes sejam orientadas pelo amor de Cristo, um amor que insiste em caminhar conosco, continua a nos orientar e persevera nos momentos difíceis!

Autora: Elsie B. C. Gilbert, missionária, jornalista e coordenadora da Rede Mãos Dadas 

O LIVRO INFANTIL COMO TECNOLOGIA SOCIAL

O LIVRO INFANTIL COMO TECNOLOGIA SOCIAL

Por Gabriella Vicente
Escritora, sanitarista e doutoranda em Saúde Pública pelo Instituto de Medicina Social/UERJ.

O livro infantil é um potente veículo de comunicação, ainda que compita com recursos sonoros e visuais mais apelativos, o livro contém o elemento da contação de história, uma janela de oportunidades para o ensino da indagação. E indagar, meus caros, em tempos de formatação padronizada do pensamento, é um poder.

Não quero aqui romantizar o não acesso a recursos tecnológicos que, de fato, facilitaria a vida de muitos que não acessam o básico, mas talvez propor uma visão alternativa ao conceito de tecnologia, que normalmente se restringe à maquinaria, automação e software. Valho-me do conceito de tecnologia social trazida pelo Caderno de Debate – Tecnologia Social no Brasil, como “conjunto de técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas e/ou aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para inclusão social e melhoria das condições de vida” (ITS, 2004:26) e como esse conceito se aplica a um país desigual com infâncias interrompidas pela vulnerabilidade social.

Cecília Meireles, já em 1984, traz a visão atemporal de que o livro infantil, se bem dirigido à criança, transmite os pontos de vista da intenção ou invenção que o adulto autor considera mais úteis à formação de seus leitores, de modo que a considerar a literatura não como um passatempo, mas uma nutrição (MEIRELES, 1984:29;32). Dessa forma, a literatura como ferramenta de tecnologia social tem como base a disseminação de soluções para problemas voltados às demandas das populações em situação de vulnerabilidade social.

A pobreza, violências e outras temáticas difíceis, se abordadas pela via do universo infantil, tem potência para destravar o debate que começa nas mais tenras idades. As perguntas da vulnerabilidade podem desafiar os adultos formuladores de políticas públicas protetoras da infância a questionamentos que desnaturalizam as condições desumanas de vida. A começar pelas crianças. A consciência da condição que os assola é cruel, mas potente, e o livro é veículo para a descoberta de realidades que elas podem tocar.

Termino essa reflexão com uma partilha da experiência do Miguel, uma criança com autismo após leitura, assessorada por sua mãe, do livro “A viagem de Dorinha”: “Já li pra Miguel. Ele ficou me abraçando e beijando a cada vez que eu falava sobre o afeto da Dorinha. O essencial da história ele captou”. Miguel entendeu uma mensagem socialmente determinada como ininteligível dada sua situação vulnerável, mas surpreendentemente a literatura infantil comunicou e encorajou afeto no menino Miguel. Feliz dia do livro infantil, tecnologia social potente para transformação de infâncias.

Agressão contra crianças e adolescentes: Impacto no desenvolvimento

Agressão contra crianças e adolescentes: Impacto no desenvolvimento

Para um desenvolvimento saudável, faz-se necessário um ambiente seguro composto por cuidadores amorosos, estáveis, que supram necessidades básicas da criança. Necessidades como: alimentação balanceada, cuidados físicos, proteção, atenção, afeto e carinho. Os primeiros anos de vida são cruciais para o desenvolvimento. Dos 0 aos 3 anos é a fase que o indivíduo mais aprende, não haverá outro momento no ciclo vital que ocorrerá tanto aprendizado. Assim, as primeiras experiências e interações deixarão marcas no corpo e no cérebro que moldarão toda a formação dos circuitos e da arquitetura do cérebro. Uma criança curiosa, que mostra-se animada para aprender, explorar e brincar, sinaliza que teve experiências positivas, pais participativos, presentes, com estímulos adequados, ou seja, um ambiente seguro que a permitiu crescer seguramente e ser nutrida física e emocionalmente. Esse desenvolvimento começa a correr riscos quando esta criança está inserida em circunstâncias muito difíceis, que se estendem por dias, semanas, meses e anos. Circunstâncias estas que configuram ambientes instáveis, com pouca interação positiva, que as expõe à violências.

Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil teve um aumento de mais de 20% de casos de maus-tratos contra crianças e adolescentes de 2020 para 2021. Apesar de existir uma enorme variabilidade de comportamentos e atitudes que podem ser prejudiciais à criança e ao adolescente por parte dos adultos ou cuidadores, os mais reconhecidos nas pesquisas como maus-tratos infantis, são a negligência física e emocional e o abuso psicológico, físico e sexual.

Os impactos da agressão contra crianças e adolescentes são diversos, tornando não apenas a infância comprometida, mas também a adolescência, pois aumenta o fator de risco já existente nessa fase, para o desenvolvimento de psicopatologias e maior suscetibilidade a vícios. Os estudos apontam uma relação direta de violências, adversidades vividas na infância com o desenvolvimentos de algum transtorno mental, como transtornos de ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, suicídio, abuso de substâncias, transtornos de personalidade, bem como obesidade e anomalias no coração. Existem pesquisam que também mostram mudanças na arquitetura cerebral, no que diz respeito ao volume e morfologia, em decorrência desse
estresse precoce das agressões vivenciadas na infância. As áreas cerebrais prejudicadas mais apontadas nos estudos são as responsáveis por processar e armazenar reações emocionais; as que desempenham funções importantes na memória e no aprendizado; bem como a responsável pelo planejamento do comportamento cognitivamente complexo, processos de tomada de decisão, regulação emocional e adaptação do comportamento social. É importante ressaltar que os efeitos no funcionamento do cérebro, nem sempre aparecem imediatamente após a exposição ao evento, podem se manifestar na transição da infância para a vida adulta – na adolescência. Assim, mesmo que o adolescente não tenha um diagnóstico psiquiátrico, essas modificações podem influenciar o processamento e a resposta ao estresse psicossocial na vida adulta.

O organismo humano possui diversos mecanismos neurobiopsicológicos que atuam na regulação de respostas à situações adversas, de estresse social e psicológico. O eixo Hipotálamo-Pituitário-Adrenal (HPA) é um dos principais e mais antigos mecanismos de regulação do estresse em humanos. Na presença de eventos estressantes, físicos ou psicológicos, ocorre a estimulação de alguns hormônios que, por sua vez, estimulam as glândulas adrenais – também chamadas de suprarrenais – a produzir cortisona, o cortisol, um hormônio que ajuda o sujeito a se preparar para a reação de lutar ou fugir. Quando esse eixo é
ativado com frequência, ele perde essa função adaptativa: salvar a vida. Ele fica hipoativo, se apresenta insensível e menos reativo em situações de estresse agudo. Recomendo a leitura do estudo feito pelo Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul sobre como a violência afeta áreas do cérebro de crianças e adolescentes. Este estudo apontou que crianças e adolescentes submetidos a episódios de violência desligam involuntariamente partes do cérebro responsáveis pela memória, empatia e emoções, colocando a mente, em “modo de sobrevivência”. Desse modo, fica comprometida a capacidade de concentração e de processamento de novas
informações.

Diante de todos os prejuízos exposto que a violência, as agressões acarretam para um desenvolvimento infantojuvenil saudável, são urgentes ações que protejam nossas crianças e adolescentes. Não existe uma receita para um cenário compostos por variáveis diversas e complexas. O que temos são medidas, que todos nós podemos adotar, a começar pelo o que estamos fazendo com a escrita e leitura desse texto – a informação. Entender o que configura violência e seus impactos, pode gerar a conscientização e ações para mudanças comportamentais, de pais, cuidadores, professores, instituições e adultos de referência para com
as crianças e adolescentes;

Para mudanças de práticas parentais punitivas, seguem algumas dicas para ajudar nesse processo: mudanças comportamentais passam primeiramente pelo autoconhecimento, assim, quando estiver diante de uma situação desafiadora com sua criança/adolescente, pare, se dê um tempo, saia se possível do ambiente e perceba o que está sentindo, que reações está experimentando no seu corpo (coração acelerado, rubor na face, queimação no estômago). Observe seus comportamentos, que atitudes está prestes a tomar? Elas serão pedagógicas e orientadoras, ou vão fazer seu/sua filho(a) sentir-se envergonhado(a) e desencorajado(a)? Escute o que está falando, seu tom de voz e questione seus pensamentos. O que eles estão dizendo para você fala da atitude da sua criança/adolescente ou de alguma parte da sua história de questões irresolvidas? Quando não olhamos para nossa história e buscamos dar sentido a ela, ressignifica-la, podemos repetir padrões nocivos do passado, na nossa forma de ser pai e mãe. Ao fazer essa auto reflexão, poderá ficar mais consciente de si, dos seus pensamentos que geram suas emoções e consequentemente seus comportamentos. Assim, poderá escolher atitudes que caminhem na direção do pai/mãe que deseja ser e dos princípios e valores que deseja ensinar.

A comunicação não-violenta, visa promover interações empáticas, compassivas, que levam o outro e a mim em consideração. Abaixo, seguem os quatro componentes para promover essa comunicação:

Percebem que para uma relação pais e filhos que promova uma ambiente favorável para um desenvolvimento saudável, passa pelo autocuidado dos pais? A violência pode estar sendo uma repetição geracional, tendo como uma das consequências as alterações cerebrais identificadas pelos estudos, em que esses déficits acarretam em distúrbios de socialização, facilitam o envolvimento com drogas e álcool, aumentam a agressividade, contribuem na formação de adultos impulsivos, que tendem a acreditar que os apuros da vida são solucionados por meio da força e não do diálogo.


Ana Paula Gonçalves Martins Moreira
Psicóloga especialista em Gestão de Competências em Recursos Humanos. Especialista em
Terapia Cognitivo-comportamental. Psicóloga clínica de crianças e adolescentes. Palestrante,
professora e supervisora de turmas de formação e especialização em Terapia Cognitivo-
comportamental.

Contatos:
paula.psic@hotmail.com
Instagram: @anapaulamoreira.psicologia
12 99231 3125

Como ajudar a criança a fortalecer a autoproteção?

Como ajudar a criança a fortalecer a autoproteção?

Olá, meu nome é Marisol Vargas. Sou mãe, professora e durante 20 anos tenho sido abençoada trabalhando com crianças na Colômbia, em ênfase na prevenção de abuso, na educação sobre a sexualidade segundo o que Deus criou, e na restauração emocional delas. Ao longo desta experiência tenho aprendido que é fundamentar guiar e proteger as crianças com base nos
princípios bíblicos, que promova afirmação e liberdade em suas vidas. Se fortalecemos a identidade delas, estrão preparadas para enfrentar diversas situações que surgirem.

Apresento 7 estratégias para ajudar crianças e adolescentes a fortalecerem a autoproteção:

  • Ensine as se verem como criação especial, assim como Deus as vê. Elas foram criadas por Ele com um propósito. Deixe-as saber que foram escolhidas, que são perdoadas e amadas, e que seu valor vem de quem elas são, não apenas do que fazem. Efésios 2:10
  • Guie-as enquanto estão crescendo. As crianças sempre precisarão ser guiadas por adultos, observando seu bom exemplos, suas boas práticas, enquanto estão crescendo. Deus nos concedeu grande privilégio ao nos dar filhos em nossas famílias. Provérbios 22:6
  • Crie espaços seguros e de confiança onde as crianças possam conversar sobre diversos temas e encontrar respostas para suas dúvidas, com base na verdade divina. 2 Timóteo 3:16
  • Demonstre interesse em conhecer seus gostos e fortaleça seu círculo de amigos. Ensine-as que Jesus é o verdadeiro amigo, que as ajuda e que pode satisfazer suas necessidades de aceitação, participação e pertencimento. Provérbios 13:20
  • Mostre-lhes que todo o seu ser é especial – espírito, alma e corpo – e merece respeito e cuidado. Faça-a entender que são um tesouro dado por Deus e que devem cuidar de si mesmas. 1 Tessalonicenses 5:23
  • Ajude-as a se protegerem da necessidade de agradar aos outros e de se automutilarem. Sempre haverá um desejo natural nas crianças de serem aceitas, mas devemos fortalecer sua autoestima e autoconfiança. Isaías 43:4-5
  • Ajude-as a compreenderem que tudo o que veem ou vivenciam afeta sua mente, suas emoções e sua vontade, que seus cinco sentidos são muito importantes. Ensine-as que elas têm autoridade para dizer “NÃO” a qualquer situação que coloque em risco sua integridade. Provérbios 14:16

Espero que estas 7 estratégias sejam úteis para você fortalecer a autoproteção de crianças e adolescentes com as quais convive. Desejo que você tenha muito sucesso em seu trabalho!

Marisol Vargas
Coordenadora do Projeto Calçada na Colômbia
Lider da Red Viva e do Movimento Juntos pela Infância na Colombia Fundadora de
Biblioeseñarte (materiais infantis para a prevenção de maus tratos e abusos) –
www.facebook.com/biblioensenarte.bea

onde deus mora?

onde deus mora?

Provavelmente seu filho e/ou filha já fez esta pergunta a você. Qual foi sua resposta? Em Deuteronômio 6
recebemos uma orientação de um tipo de relacionamento com Deus que estabelece uma rotina da
presença diária dele em nosso lar. Como podemos fazer de nossa casa um lar onde Deus se alegra em
estar?

  1. AMOR INCONDICIONAL
    “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua
    força.” (Deuteronômio 6.5)

    Nosso relacionamento de amor com Deus é a chave de um lar feliz. Pais/responsáveis* que amam
    a Deus aprendem o valor da obediência e do perdão, do cuidado e do respeito. Pais/responsáveis*
    que veem Deus como Pai são curados em suas feridas de infância e se tornam agentes de cura
    para a próxima geração.

  2. COMPARTILHAR REVELAÇÃO
    “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos…”
    (Deuteronômio 6.6 e 7a)

    Nosso alvo não é só levar a criança a saber histórias sobre Deus, mas a ter uma experiencia
    pessoal com ele. A palavra de Deus é viva quando muda nossa atitude. Precisamos compartilhar
    com nossos filhos e filhas nossas lutas, desafios e vitórias espirituais e conduzi-los a
    experimentarem a revelação de Deus para suas vidas.

  3. ANDAR JUNTO
    “…e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-
    te.” (Deuteronômio 6.7)

    Este texto nos fala de constância, de um estilo de vida. Valorize cada momento com seus filhos e
    filhas. Seja intencional nas conversas, nos momentos de refeição juntos, na hora do lazer, ao
    assistir a um filme juntos, ao colocar o filho e/ou filha para dormir e abençoá-lo, ao levá-lo para a
    escola. Todo tempo pode ser transformado em tempo de qualidade se você se aplicar em
    estabelecer a cultura do céu em seu lar.

  4. LEMBRAR EM ORAÇÃO
    “Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás
    nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.” (Deuteronômio 6.8)

    A Palavra de Deus é poderosa e precisa estar sempre diante de nós. Orar a Palavra sobre a vida
    de nossos filhos e filhas é a melhor maneira de orar dentro da vontade de Deus. Separe cada dia
    um texto bíblico e faça declarações de fé sobre a sua família. Escreva versículos e cole-o em
    lugares visíveis desafiando a família a memorizá-los. Deus tem um compromisso com a sua
    Palavra. As promessas e direções são para serem praticadas e a sua oração irá regar e fazer
    florescer estas sementes da Palavra de Deus. Não abra mão dos princípios dados por Deus e
    permita que ele tenha prazer em habitar na sua casa.

    *como responsáveis entenda-se avós, tios e demais cuidadores das crianças e dos adolescentes


    Ariadne Terrinha Motta
    Psicopedagoga, arteterapeuta
    Pastora de crianças na igreja da Família em Belo Horizonte
    @othilielariadne Motta