perguntas frequentes | eDUCADORES

Como Surgiu o Projeto Calçada?

A Lifewords, é uma organização sem fins lucrativos que tem paixão por ver a Bíblia sendo gratuitamente compartilhada com as pessoas – mudando suas vidas e ajudando-as a conhecerem Jesus pessoalmente. Dentre os vários programas da Lifewords, o Projeto Calçada foi criado em 1998, para ajudar especificamente crianças e adolescentes em risco. Ele começou com uma pesquisa com 368 crianças de 4 países: África do Sul, Brasil, Índia e Filipinas. Através desse estudo, a Lifewords descobriu o que acontecia com as crianças, quais eram seus sonhos, suas emoções, seus medos, etc., o que nos levou a produzir o Imagine Quem Sou Eu (IQSE), um recurso bíblico que ajuda as crianças e adolescentes a lidarem com seus traumas e, assim, promover a melhora da sua autoestima, fator muito comum entre as crianças em risco, e que prejudica sua infância e futuro.
Desde então, o Projeto Calçada já chegou a dezenas de países, estando em atividade atualmente em 23, sempre levando esperança e cura emocional e espiritual. No decorrer dos anos temos visto os resultados na vida das crianças que crescem felizes e descobrem um futuro mais digno.

Como devo proceder se a criança não compartilhar seu sentimento?

Lembre-se que o objetivo do IQSE é ajudar a criança a ter seu sentimento curado, através do Espírito Santo, o que levará à melhora da sua autoimagem e autoestima. Seu comportamento mudará, e conseguirá tomar decisões mais positivas. Até seu relacionamento será afetado positivamente. Tudo
isso a partir de uma mudança de pensamento e sentimento. Por isso, se a criança não compartilhar o seu sentimento, vá um pouco mais adiante e peça para que ela se compare a algo ao pensar na pior situação que lhe aconteceu. Quem sabe ao lhe explicar a comparação, ela fale do sentimento para você prosseguir no aconselhamento. No caso de você ainda não saber o sentimento, conte a 1a. história bíblica, ore com ela, lhe ofereça o lanche que preparou, e convide-a para ouvir outras histórias num outro dia. Desejamos que em breve tenha uma nova oportunidade com essa criança.
Deus lhe abençoe!

O que fazer quando a criança compartilha duas situações traumáticas ou dois sentimentos<br /> diferentes?

Pode acontecer que quando a criança estiver pensando sobre a pior coisa que lhe aconteceu, venham acontecimentos diferentes à sua mente. Ouça com atenção e interesse a tudo que a criança quiser contar. Peça então para que ela lhe diga o que, dentre os diferentes acontecimentos, mais a incomoda. Pode ser que cada situação produza diferentes sentimentos naquele momento, então é bom ajudá-la a identificar a situação que estarão focando nesse encontro. No entanto, as situações podem estar relacionadas, então não se preocupe se não for um fato único e isolado. Diante de sua resposta, pergunte então qual o sentimento ela tem a respeito disso.

O que fazer se a criança disser mais de um sentimento?

Se ela disser mais de um sentimento, você precisará ajudá-la a decidir qual sentimento é mais forte e mais lhe afeta naquele momento. Você vai trabalhar apenas um sentimento a cada aconselhamento. Fique tranquilo/a e já marque, ao final, um novo encontro com a criança, sabendo que tem outro sentimento a ser trabalhado.

O que fazer se a criança não quiser conversar?

Pode acontecer da criança estar cansada, com sono, fome, ou inibida e desconfortável naquele momento. Sempre é bom começar o encontro descontraidamente, quebrando o gelo, fazendo o Origami ou outro jogo, se perceber que ela está inibida. Se ela realmente não quiser conversar, você pode convidá-la escutar histórias do jogo da Bolsa Verde outro dia. Ore com a criança se achar adequado, e/ou ore por ela, pedindo para que ela esteja mais à vontade na próxima vez.

O que fazer quando a criança não quer compartilhar ou não lembra da pior coisa que lhe<br /> aconteceu?

Se a criança não lembra ou não quer falar da pior coisa, você pode mudar um pouco a pergunta para que ela conte, então, algo difícil. Às vezes a criança não está pronta para compartilhar sobre a pior coisa que lhe veio à mente. Tente perguntar como ela se sente agora. Se ela disser algum sentimento, pergunte o que a faz se sentir assim. Pode ser que dessa forma, ela contará um fato que a deixa com esse sentimento quando lembra daquilo. Se for o caso, e o sentimento se relacionar ao
fato, ouça sobre a situação e então continue o processo indo para a comparação.
Lembre-se de nunca forçar a criança a falar. Se mesmo mudando a forma de perguntar, você perceber que ela não está à vontade, abra a aba da direita do app, Comparação, e clique no final em “Pule para a 1a história” e conte a 1ª história bíblica, que é contada a todas as crianças. Ela vai se beneficiar ao ouvir que Jesus a ama, faz justiça, e quer cuidar dela. Leia o texto bíblico da história e pergunte se ela quer falar com Jesus. Deixe-a orar se quiser, e ore também por ela. Se ela estiver à vontade, peça para escolher um dos cartões de bolso, fazendo da mesma forma que no aconselhamento. Dê a ela o lanchinho e convide-a para voltar num outro dia. Ela poderá entender que o jogo da Bolsa Verde é uma atividade leve, e no próximo encontro poderá abrir seu coração para que você faça com ela todo o IQSE.

O que fazer se a criança não disser como se sente em relação à experiência que contou?

O foco do aconselhamento com o jogo IQSE é trabalhar o sentimento da criança, que pode afetar sua autoestima. Se ela não compartilhar seu sentimento, faça a ‘Atividade Especial’, que é pular para a 1a história e depois pular para os cartões de bolso. Não esqueça de marcar um novo encontro com ela, pedindo a Deus que ela esteja mais tranquila e receba cura para seu sentimento negativo, se for o caso.

O que devo fazer se no segundo aconselhamento a criança compartilhar a mesma situação<br /> traumática que no primeiro encontro?

Uma mesma situação traumática pode provocar diferentes sentimentos negativos na criança, por isso, não se desanime pensando que ela não foi ajudada no primeiro encontro. A cura total é um processo que pode ter começado e vai continuar. Ouça-a com atenção, para entender bem o que ela está querendo compartilhar no segundo encontro, e siga todo o IQSE, contando a história da criança modelo com as informações que ela lhe contou nesse segundo encontro. Para exemplificar: Uma criança compartilhou no primeiro encontro como sentia medo ao se lembrar do dia em que uma forte chuva destruiu sua casa, porque pensava que ela e sua família iriam morrer naquela noite. E no segundo encontro ela compartilhou novamente sobre como foi difícil aquele dia da destruição da sua casa, mas disse que sentia tristeza ao se lembrar do que aconteceu, porque estavam sem casa, vivendo de favor na casa de amigos. O medo tinha sido curado no primeiro encontro, e a tristeza foi curada no segundo.

A criança precisa escolher um dos 3 exemplos de comparação, ou ela pode pensar em qualquer<br /> outra imagem que lhe vier à mente?

Quando você dá os 3 exemplos com que outras crianças se compararam e sua qualidade: o pássaro para fugir dos problemas, o copo frágil que precisava ser tratado com cuidado, e o rato que estava sempre com fome, ela conseguirá entender a brincadeira que você está propondo. Você vai pedir para que a criança pense em alguma coisa com que se comparar quando se lembra do que lhe aconteceu, que pode ser um animal, um objeto ou algo da natureza. A criança vai buscar na sua
mente qualquer imagem para explicar com que se acha parecida, não necessariamente o pássaro, o copo e o rato, que são apenas exemplos. Uma infinidade de imagens são usadas pelas crianças para explicarem como se veem, então, deixa-a livre para usar sua criatividade.

O que fazer se a criança não quiser desenhar a comparação?

Quando a criança desenha o que pensou para se comparar, em relação ao que lhe aconteceu, isso a ajuda muito a elaborar melhor sua ideia e ao lhe explicar o que desenhou, dando a ela mesma, clareza sobre como se vê. Mas lembre-se que, durante o aconselhamento com o IQSE, não forçamos a criança a nada. Por isso, se ela não quiser desenhar a comparação, você deve respeitá-la. Ela pode só querer falar com o que se compara, ou pegar algo na sala para explicar, e isso igualmente ajudará você a entender como está sua autoimagem e autoestima. Lembre-se que é importante explorar bem a comparação, perguntando, por exemplo, que tipo de “cachorro” é esse? Ou, quais as semelhanças dele com você? Assim você poderá apresentar com clareza a comparação ao contar a história da criança modelo.

Se a criança contar a pior coisa, como se sente sobre ela, mas não achar nada para se comparar, ou<br /> se não quiser fazê-lo, como devo proceder?

As comparações ajudarão você a saber como estão a autoimagem e a autoestima da criança no momento do aconselhamento, mas se ela não quiser ou não conseguir se comparar, isso não lhe impedirá de seguir com o IQSE. Mas antes de seguir, confirme se ela não acha nada para se comparar ou se está se comparando a um “nada”, pois algumas vezes as crianças se comparam a um nada. Se for isso, você pode trazer a figura da folha de papel em branco, para mostrar a comparação
da outra criança.
No entanto, se você confirmou que não é um “nada” que ela quis se comparar, e já explicou o jogo de formas diferentes, e mesmo assim, a criança não acha nada parecido com ela, então você pode fazer todo o processo do IQSE, pulando apenas a comparação da criança modelo. Comece dizendo que tem uma história no jogo de uma criança que também passou pela mesma (ou semelhante) situação que ela, escolhendo a figura do “O que aconteceu?” e seguindo adiante no processo do
IQSE.
Ao final, pergunte se ela consegue achar alguma coisa para se comparar. Não é porque não se comparou no início que não possa agora encontrar uma forma de se descrever. Sem a primeira comparação, você não poderá relacionar a autoestima do início com a do final, para confirmar a mudança, mas poderá ver a transformação de outras maneiras, como no seu comportamento, decisões e relacionamento com as pessoas depois do encontro.

Porque é importante criar uma criança modelo no IQSE?

A criança modelo é uma estratégia que usamos para ajudar a criança a se abrir e permitir que o Espírito Santo fale com ela. Sabemos que criança tende a imitar a quem ela admira. Geralmente, crianças têm um herói que quer copiar e agir igual, não é mesmo? Quando a criança se identifica com alguém, sua disposição para imitar é maior. Quem seria, então, a pessoa com quem ela poderia melhor se identificar?
Se disser para a criança que você também sofreu com os maus tratos do seu pai, ou que também morou na rua, etc. ela vai se conectar, mas, imediatamente, vai pensar: “ah, mas você agora tem uma família, você tem uma casa, você trabalha aqui, as pessoas gostam de você…”. Rapidamente, a criança pode se distanciar da identificação, e mesmo que você tenha passado pela mesma coisa, não terá o mesmo impacto de quando contamos a ela a história de outra criança, que é parecida com ela.
A partir das histórias que ouvimos de muitas crianças com quem conversamos, podemos apresentar a ela alguém que se via do mesmo jeito que ela, que passou por situação igual ou bem parecida com a dela, pensou semelhante a ela, e sentiu o mesmo. Isso tudo está no IQSE com as figuras do que as crianças ao redor do mundo já nos contaram. Chamamos a outra criança de quem contamos a história, de “Criança Modelo”, porque se é com ela que criança que está sendo aconselhada se
identificará, ela a tomará como um modelo a ser seguido. Ela vai ficar curiosa para saber o que aconteceu, e vai abrir sua mente para que lhe aconteça o mesmo. Ou seja, vai se dispor a imitá-la.
Enquanto ouve a história da outra criança, ela relaxa e tem maior capacidade para refletir e avaliar sua própria realidade e emoção.

Por que devo sempre contar a primeira história bíblica?

A primeira história Deixe que as crianças venham a mim, é contada a todas as crianças, porque ela reforça o amor de Jesus e o quanto as crianças são especiais e valiosas. Jesus é apresentado como uma pessoa real, que valoriza as crianças, e com quem elas poderão se relacionar. Não há problema se a criança já conhece a história, porque ela precisa ser sempre relembrada do valor que tem para Jesus. Lembre-se que, através de palavras, gestos ou ações, a criança foi bem marcada pela mentira de que não tem valor. Agora precisamos contar a ela a verdade, quantas vezes for necessário. Essa primeira história apresenta as crianças sendo tratadas de forma injusta, o que comumente acontece com as crianças em risco. Aqui, elas já começam a entender que Jesus não gosta quando isso acontece e que ele faz justiça. Coloca as crianças em lugar de honra e deseja cuidar de cada uma, pessoalmente. Ao final da primeira história, você pergunta como ela acha que a criança (modelo) se sentiu, ao saber que Jesus ama a todas as crianças. A resposta dela vai ajudar você a saber se o seu sentimento está mudando, porque, quando ela responde sobre a criança modelo, está projetando o seu próprio sentimento.

Tem problema se eu não ler o texto da história bíblica?

Ler o texto das histórias bíblicas no IQSE, assim que acabar de contá-las, confirma a mensagem à criança, e o poder de Deus age também através de sua Palavra lida. Algumas crianças podem gostar das histórias, mas porque se identificam tanto com elas, acham que foram inventadas. É importante para elas saber que são histórias verdadeiras, na grande maioria contatas pelo próprio Jesus.

O que fazer se a criança já conhece a história bíblica?

As histórias bíblicas podem já ser conhecidas da criança, mas no aconselhamento elas são contadas no contexto do trauma, aplicadas para o sentimento dela e, ainda, são as histórias que mudaram a vida de outra criança semelhante a ela, que passou pelo mesmo problema e que teve seu sentimento e autoestima mudados. O IQSE prepara o ambiente e o coração da criança, seguindo uma sequência que facilita e propicia essa reflexão e abertura. O Espírito Santo continua o processo,
convencendo, quebrantando, curando. Só o poder de Deus pode fazer isso. Por isso, a criança poderá ouvir diversas vezes a mesma história, mas se o Espírito Santo não agir, nada acontecerá.
Quando a criança abre sua mente e coração, mesmo com uma história conhecida, Deus age livremente na vida dela.

Por que é importante anotar o pedido de oração ou o comentário que a criança fez durante a<br /> oração?

O momento da oração no IQSE é muito poderoso, pois a criança entenderá que pode, ela mesma, conversar com Jesus sobre tudo o que está em seu coração, e onde quer que ela esteja. Jesus ouvirá sua oração e, mais tarde, ela experimentará Sua resposta. Assim, ela começará a desenvolver um relacionamento pessoal com ele. Por isso, é importante você anotar o que ela pediu ou falou para Jesus no momento de oração, pois quando a oração for respondida você poderá lembrá-la de que foi
o seu pedido, e ajudá-la no fortalecimento da sua fé, além de ajudar a família Lifewords orar por ela também.

Por que é importante fazer o intervalo durante o aconselhamento?

O intervalo, depois da sessão dos Cartões de Bolso, faz parte do IQSE e deve ser realizado sempre, porque serve para alguns propósitos:
1º – É um tempo para a criança refletir sobre o que está acontecendo e tomar decisões, enquanto você ainda estiver ali com ela. Você diz para a criança que vai fazer algumas anotações, enquanto ela come o lanche, mas você ainda fica disponível, se ela quiser interagir.
2º – A criança também se sente especial, quando percebe que você preparou algo para ela, que pode ser simples, uns biscoitos e suco, de acordo com os recursos da sua organização, mas é uma forma dela se sentir cuidada.
3º – É também o tempo em que você preenche o Registro de Aconselhamento para não esquecer nenhuma informação. Você pode também se lembrar de alguma coisa que não falou à criança e ainda tem a chance com ela ali. Não deve levar mais do que cinco minutos. É muito importante que você procure escrever as palavras exatas que a criança lhe falou. Mais detalhes poderá escrever depois que ela se for.

Devo pedir para a criança ler os versículos dos Cartões de Bolso ao apresentá-los?

No momento em que mostramos os Cartões de Bolso, queremos que a criança esteja livre para ver a imagem, perceber a sua conexão com o texto bíblico, se identificar com a criança do desenho e ainda aplicar a mensagem à sua vida. É uma reflexão enorme para a criança, portanto, adicionar a leitura pode atrapalhar esse processo mental. Às vezes a criança não sabe ler muito bem e pode ficar com a mente ocupada com isso, ou desejará mostrar a você que lê bem. Por isso, leia você os cartões ao apresentá-los, e quando entregar o cartão pequeno, se quiser, pode deixá-la ler, se ela sabe ler, e escrever o seu nome no verso.

Posso ensaiar o IQSE com alguém da minha família durante a capacitação, antes da prática para<br /> aconselhar a criança? (uma tia/esposo/filha)

Durante a capacitação, quando chegar a hora de ensaiar o IQSE, você terá a oportunidade de fazê-lo com alguém do grupo. Essa é a melhor opção, porque você se sentirá livre para errar, repetir as perguntas de forma mais clara, etc. Mas se você precisar de mais ensaio, pode pedir a ajuda de uma pessoa adulta da sua família, para ganhar mais confiança antes do aconselhamento com a criança.
Você ainda não está autorizado/a para realizar o aconselhamento com crianças e adolescentes, até que seja certificado/a, mesmo que sejam da sua família.

Que tipo de criança devo escolher para a prática durante a capacitação?

Você pode convidar qualquer criança ou adolescente em situação de risco que faz parte do seu projeto/organização. O IQSE funciona com crianças a partir dos 5 anos, mas como essa será sua primeira experiência com uma criança, você terá uma chance maior de demonstrar seu aprendizado, se convidar uma criança com 9 anos ou mais.

Posso aconselhar uma criança de outra organização?

O aconselhamento com o app Bolsa Verde só pode ser realizado com as crianças de organizações/igrejas parceiras da Lifewords. Para você realizar a atividade do IQSE deverá fazer parte de uma (ou mais) organização parceira, mesmo que de forma voluntária, e deverá estar cadastrada nela para o uso do aplicativo.

Posso aconselhar crianças vizinhas da minha casa, mas que não são atendidas por minha<br /> organização?

Se você realiza atendimento e acompanha sistematicamente as crianças vizinhas, mesmo não sendo um trabalho formal, pode solicitar ao Projeto Calçada que avalie a possibilidade de incluir esse trabalho informal no quadro de projetos parceiros, lembrando que você se comprometerá a acompanhar cada criança aconselhada, e se disponibilizará para realizar a atividade do IQSE novamente, em caso de necessidade, além de obter autorização de um responsável legal dela para realizar o aconselhamento.

Por que preciso pedir ao/à responsável da criança que assine uma autorização para a atividade do<br /> IQSE?

A autorização é uma necessidade apenas para a capacitação, pois se trata de uma atividade extraordinária, quando você estará sendo supervisionado/a. Após a certificação, os aconselhamentos serão parte das atividades da organização parceira da qual você faz parte, e para as quais já deve ter autorização dos responsáveis legais da criança.

Como posso explicar ao/à responsável da criança sobre a autorização para o aconselhamento na<br /> capacitação? O líder do projeto pode autorizar?

No caso de o aconselhamento acontecer na casa da criança/adolescente, você deve pedir ao/à responsável pela criança para assinar a autorização. Explique que está fazendo um curso para aprender a usar um aplicativo para crianças/adolescentes, chamado Bolsa Verde, que tem histórias da Bíblia para ajudá-los. Diga que você gostaria que seu/a filho/a ouvisse essas histórias porque acha que vai ser muito bom para ele/a. Diga que ele/a será tratado com todo respeito. Pode dizer também que você estará sendo supervisionado para que possa aprender mais.
Caso o aconselhamento seja na organização, o/a líder pode assinar a autorização para o aconselhamento. O jogo IQSE será parte das atividades que a organização desenvolve, para as quais já deve ter autorização dos pais ou responsável legal.

Como devo convidar a criança para participar da atividade do Bolsa Verde?

A criança a ser convidada deve lhe conhecer e confiar em você. Para convidar a criança, você pode simplesmente dizer que gostaria de jogar um jogo com ela, que está num aplicativo chamado Bolsa Verde, que é muito legal e tem várias histórias. Pergunte se ela quer. Pode acrescentar que você já falou com a sua mãe/pai, etc., se for o caso, e que ela/e também achou que ela vai gostar.

O que faço se a criança souber que, na capacitação, outras pessoas estão assistindo a atividade?

Se alguém contar à criança ou ela perceber durante o jogo que há outras pessoas assistindo, diga com naturalidade, que você está aprendendo ainda a contar as histórias do aplicativo Bolsa Verde, então está sendo observado/a para que possa ajudar melhor outras crianças/adolescentes como ele/a.

Como fazer quando atender a mesma criança novamente?

Se ao terminar o primeiro aconselhamento com a criança, achou que ela precisa de outro encontro, para que tenha sua autoestima mais fortalecida ainda, marque com ela a data. Para o segundo aconselhamento ou outros que ela precisar, você fará o IQSE seguindo todos os passos como fez na primeira vez. Lembre-se de que em cada aconselhamento você trabalhará a situação traumática e o sentimento que ela compartilhar naquele momento. Provavelmente ela se lembrará da história
Deixem que as crianças venham a mim que você contou no primeiro aconselhamento, e a cada novo encontro, você pode pedir que participe, seja relatando o que está acontecendo em algumas das cenas, ou respondendo perguntas ao longo da história, tornando o momento interativo e dinâmico.

Para as crianças menores, 5 e 6 anos, devo fazer o aconselhamento mais rápido, por que o tempo<br /> de concentração delas é menor?

Pode parecer que participar de uma atividade que leva 45 minutos seja muito tempo para uma criança de 5 ou 6 anos, mas você verá, por experiência própria, que o IQSE é muito dinâmico e a criança tem participação ativa nele, então dificilmente ela perderá a concentração. Você precisará adaptar a linguagem para que ela entenda as perguntas e explicações que você der, mas ela ficará feliz em ter esse tempo exclusivo e de qualidade com você. Independentemente da idade, se a
criança for muito ativa, converse com ela com tranquilidade, cativando sua atenção durante todo o jogo.

Como encontrar a figura certa para mostrar a comparação da criança modelo?

As figuras que estão na sessão Comparação são as que as crianças comumente escolhem para se comparar, então será muito raro que você não ache uma figura semelhante. Você deve sempre procurar a figura na categoria específica, de acordo com o que a criança compartilhou. Por exemplo, se for um objeto, escolha algo da seção Objetos, se for animal, procure em Animais, e assim por diante. Dessa forma, você manterá a qualidade da comparação da criança, e facilitará a sua
identificação com a criança modelo. No IQSE as figuras podem ser usadas para muitas comparações, mesmo que não estejam no título da figura. Por isso, conheça bem cada figura das quatro sessões e explore as possibilidades que consegue ver nelas, como por exemplo, uma rede, prego, janela, estão também na figura “casa”; ou uma semente, casca, estão na figura “fruta”.

Que imagem de comparação devo escolher na sessão Comparação, se não houver exatamente a<br /> que a criança usou para se comparar?

Caso não haja no IQSE uma figura exatamente igual ao que a criança se descreveu, mantenha sempre em mente a característica e a explicação da criança. Por exemplo, se a criança usar para se comparar a imagem de “uma tartaruga, que é lenta”, pense em algum animal do IQSE que seja lento, tenha quatro patas, com casco duro, e assim, verá que a figura do tatu é uma ótima escolha e que a criança se identificará com ele quando você mostrar o tatu, e disser que “a outra criança também se comparou com um animal lento, parecido com uma tartaruga”.

Como agir quando a criança conta durante o aconselhamento algum abuso que está acontecendo<br /> no momento?

É muito importante que você saiba como sua organização lida com o abuso. Você não é responsável pela criança sozinho. Por isso, caso uma criança compartilhe que está sofrendo algum abuso, seja ele físico, emocional ou sexual, fale para a criança que, depois do encontro, você irá compartilhar o que está acontecendo com alguém (ou pessoas) de sua confiança que realmente se importa com ela e que pode ajudar. Por isso, não prometemos confidencialidade total no aconselhamento. Mas você precisa tomar muito cuidado para não compartilhar as informações da criança com mais ninguém, além das pessoas certas da sua equipe.
Sugerimos, então, que ao ouvir sobre um abuso você:
a) Assegure à criança que a ouviu, reconhecendo que existe uma situação que precisa de cuidado, ao invés de, simplesmente, dizer que vai orar por ela e que tudo ficará bem.
b) Grave na mente cada detalhe que a criança contou, para que possa lembrar depois do encontro.
c) Não interrompa a criança ou dirija a conversa. Deixe que ela relate o abuso com os detalhes que ela quiser contar.
d) Assim que acabar o aconselhamento, registre todas as informações que a criança contou. Entregue esse registro à pessoa responsável pela organização (ou a que lida com esse tema) e solicite um estudo de caso, com urgência, com a finalidade de traçar estratégias para proteger a criança, talvez com visita domiciliar e entrevistas, denúncia anônima ou não, etc. Toda informação recebida sobre abuso deve ser levada a sério.
e) Se, a partir dessa avaliação, for detectada intencionalidade de causar mal, e a criança estiver correndo risco de integridade física e/ou emocional, você ou a pessoa responsável pela política de proteção, deve elaborar um relatório com todas as informações conhecidas. Esse relatório deve ser levado pela pessoa responsável da sua organização às autoridades competentes, com solicitação de proteção para a criança, seja com o afastamento do/a agressor/a, seja colocando a criança em família substituta (preferencialmente com familiares), ou, como última opção, o abrigamento provisório.
f) Em caso de estar sofrendo algum risco iminente, a criança não deve ser levada para casa, a não ser que seja uma decisão das autoridades competentes. Nesse processo, a sua organização deve estar atenta para acompanhar a criança e ajudá-la a superar.

A pessoa que acompanhar a criança para o local do aconselhamento pode ficar com ela durante a<br /> atividade?

Quando a criança é trazida de casa ou da organização para o local da capacitação, deve estar acompanhada por um adulto, como também ser levada de volta, por motivos de segurança. Como está escrito na autorização para o aconselhamento na capacitação, apenas as pessoas autorizadas poderão estar presentes na atividade do IQSE, no caso o/a multiplicador/a e os/as participantes da capacitação.

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